Blog drTanajura: sobre 4 ou mais rodas

Fevereiro 6, 2008

Soluções para o trânsito de São Paulo – 1

Arquivado em: Trânsito São Paulo — DR Tanajura @ 1:36 am

São Paulo já está parando, basta verificar o trânsito em algumas vias principais da cidade. Iremos fornecer várias sugestões para que São Paulo possa absorver o elevado número de carros lacrados e novos motoristas a cada dia .

Marginal do Tietê -1: circulação de caminhões
Devida falta de rotas, como o futuro Rodoanel, pela Marginal do Tietê circulam caminhões que normalmente somente a utilizam para cortar a cidade.

Mudança proposta: Na pista central da marginal seriam criadas 2 faixas de rolamento à esquerda (próximo ao rio) onde obrigatoriamente circulariam os caminhões que simplesmente cortam a cidade, por exemplo, vindos da Castelo Branco para a Dutra ou Fernão Dias. Abrangência do Cebolão até as saidas da Dutra e Marginal da Dutra. As pistas da direita e marginal local teriam a circulação de ônibus e veículos leves. Traria um alivio imediato para o trânsito. Mesma idéia seria implantada na Avenida dos Bandeirantes, Salim Farah Maluf e Tancredo Neves.

Marginal do Tietê -2: veículos adentrando à marginal
Um dos grandes problemas na marginal é a indecisão dos motoristas ao entrar na marginal, pista da direita.

Mudança proposta: Criar obrigatóriamente um funil, permitindo que somente uma fila de veículos adentre à marginal. E criação de um semáforo inteligente: para os veículos que irão adentrar na marginal teria a luz verde ou vermelha e para os veículos que estão circulando na pista da direita da marginal um aviso eletrônico. Funcionamento: com um sensor o semáforo perceberia a aproximação de um veículo, um sinal verde rápido para que o veículo adentre a marginal e para o veículo da marginal um aviso eletrônico: reduza a velocidade um veículo entrará obrigatóriamente em sua frente.

Marginal do Tietê -3: grandes caminhões adentrando à marginal.
Os caminhões grandes somente poderiam adentrar nas pistas da direita da marginal para tráfego local e de locais determinados. Tipo, a entrada na marginal dos caminhões que vêm do Ceasa.

Ônibus circulares especiais nas Marginais
Seriam criados bolsões de estacionamento gratuíto (valor trocado pela aquisição de passagem para os ônibus especiais) em alguns canteiros das marginais com policiamento da Guarda Civil. Os ônibus executivos fariam o trajeto entre a Ponte da Vila Maria até a Ponte do Socorro (marginal de Pinheiros). Paradas em Pontos estratégicos como Rede Globo, Vila Lobos, Ponte Transamérica, etc. E também conexão com os trens.

Estacionamentos integrados com o Metrô
A grande dificuldade para os trabalhadores pegarem o Metrô (além da falta de ar-condicionado de qualidade e de bancos para se sentar) seria a integração com o Metrô. O risco de assalto principalmente para executivos caminharem das saídas do Metrô até os estacionamentos. Poderiam ser passarelas cobertas (tipo para se entrar nos aviões em aeroportos). O preço seria conjunto e passagens controladas por catracas. Somente caminhariam nestas passagens quem estivesse pagando por elas (estacionamento). 

O trânsito de São Paulo pode melhorar, depende de idéias. O importante é soltar as idéias, por mais maluca que pareça. Aí poderá estar a grande solução.

O drTanajura não tem vergonha e irá apresentar inúmeras alternativas.

Fevereiro 3, 2008

Multas na Zona Azul

Arquivado em: Trânsito São Paulo — DR Tanajura @ 12:29 am

Fui multado na última sexta-feira em São Paulo, na Região da Santa Efigênia, e vou recorrer.

Não sou contra a Zona Azul, considero uma solução benéfica para o comércio. Os clientes dos estabelecimentos precisam de local para parar próximo e a Zona Azul cria esta possibilidade. Também temos que considerar que o número de estacionamentos particulares em algumas regiões é precário e o preço muitas vezes é muito alto (e não pare em qualquer um, já me roubaram o pneu estepe de uma Pálio Week).

O que tenho a considerar sobre a operacionalização das Zonas Azuis.

  • Na cidade de Itatiba-SP foi implantada a Zona Azul. Foi uma medida muito salutar, pois hoje você tem como parar no centro da cidade, e mais, existem vários jovens que vendem os talões e folhas. É fácil encontrá-los, e o preço é o oficial;
  • Em São Paulo quem normalmente vende (antigamente existiam várias moças de uniforme vendendo os talões e folhas e também multando) são pessoas que guardam carro e o preço é abusivo;
  • É muito difícil encontar os postos de venda (às vezes encontra-se em jornaleiros da área, mas nem sempre o preço é o oficial). São locais comerciais que revendem e nem sempre nos atendem bem, pois é um sub-produto no seu estabelecimento;
  • O mais fácil atualmente é encontrar os marronzinhos  multando. O que me multou foi muito educado e atencioso. Cheguei quando tinha colocado no talonário a placa e informou que não teria como cancelar. Falei sobre a dificuldade de comprar a folha e me apontou um comércio que revendia (não tinha nenhuma placa indicativa);

Concluindo poderia dizer, não  tenho nada contra o multar, e sim contra a falta de postos de revenda das folhas. Eu compraria um talão como fazia antigamente. Às vezes é melhor parar em estacionamento.

Janeiro 31, 2008

Lombadas para redução de velocidade.

Arquivado em: Trânsito São Paulo — DR Tanajura @ 9:32 am

Finalmente concordo de que as lombadas não deveriam existir. Apesar de proibidas pela legislação, para todo lado nos deparamos com lombadas. Quem não passou em uma lombada e levou o maior susto? O carro deu um pulo? Existem lombadas tão altas que mais parecem montanhas. E outras super pequenas mas que nos obrigam a parar.

Com o aumento da criminalidade (apesar de estar em queda na cidade de São Paulo, devido o efetivo militar) é extremamente perigoso parar na lombada.

Assim, a melhor opção para diminuir a velocidade continua sendo a lombada eletrônica. Na cidade de São Paulo existem várias, porém, em alguns locais continuam as lombadas físicas. Sei que custa mais caro, mas na hora de um assalto é melhor ser multado do que morrer.

Janeiro 18, 2008

Violência no trânsito?

Arquivado em: Trânsito São Paulo — DR Tanajura @ 12:31 am

A humanidade está atravessando um período muito interessante, onde tudo é relevado, nada mais fica oculto. E se ficar oculto não será por muito tempo. Tudo está sendo colocado às claras para quem enxerga profundamente. Nossa consciência está mais aberta a influências. Cabe a nós filtrá-las.

O que é importante é sempre mantermos a calma, não reagir, mas sim ouvir. A paz deve estar em nosso coração.

Hoje na Praça João Mendes, no centro de São Paulo, ví uma cena muito triste. Um ônibus e um taxi estavam se estranhando e o ônibus parou atrás do taxi no sinal. Houve um sério desentendimento. No frigir dos ovos, o motorista do ônibus deu um murro no taxista e este foi ao seu carro pegou alguma coisa e correu atrás do motorista do ônibus. Meu ônibus foi para a frente e não vi o final da confusão.

Veja, que coisa triste. Alguém busina em nossa traseira e já queremos xingar e brigar. O motoqueiro passa como um louco entre 2 carros e quase acerta nosso carro já xingamos.

Concordo que não é fácil. A provocação surge à nossa frente a todo instante. Basta não nos ligarmos nela.

Ainda falando do transporte coletivo

Arquivado em: Trânsito São Paulo — DR Tanajura @ 12:12 am

Deixei meu carro na Sonnervig da Vila Guilherme e tive que fazer meus negócios por ônibus e Metrô. O preço das passagens é muito alto. Se você tiver a carteirinha Bilhete único e for e voltar pegando ônibus e metrô vai gastar R$ 7,00.

Peguei o Vila Medeiros/Liberdade, que passa em frente da Sonnervig e Sun North (Toyota). Falta ar-condicionado, pois dentro do ônibus passamos um calor danado. Não demorou para passar e todos sentados (12:15hs). Desci no Gasometro. Peguei de novo (13 horas) outro ônibus da linha, indo para a Liberdade. Calor e muita gente em pé. No ônibus caberiam 35 sentados e 38 em pé. O certo seriam 73 pessoas sentadas. É um mínimo de respeito. Tinha uma senhora muito simpática, se relacionava com as pessoas.

Na Liberdade peguei o Metrô. Estranho: poucos lugares para se sentar e muito espaço para ir em pé. Tem alguma coisa errada no Projeto. Todos tem que ir sentados. Realmente tem muita gente para transportar, quem vai em pé tem pagar mais barato. E o ar condicionado é muito fraco para o número de pessoas que transporta.

Interessante que sempre fui favorável ao homem dar o lugar para a dama (ainda gosto de fazer isso) e o jovem para o mais idoso. E o tempo passa. Já por duas vezes, recentemente, andando no Metrô, jovens me ofereceram o lugar, e eu aceitei com muito gosto.

Diferença do ônibus para o Metrô? No ônibus ainda dá para conversar com o cobrador. E alguns cobradores são muito simpáticos, e ficam amigos de todo mundo. E ajudam dando informações, lembrando o passagerio do lugar onde quer descer.

Faço estas observações para dizer que é muito difícil trocar o carro pelo transporte coletivo, muita coisa tem que melhorar.

Relembro as palavras do ex-Governador Franco Montoro, professor de Direito da PUC:

“Abro meu livro de introdução ao Direito com um dos mandamentos do advogado, de Eduardo Cuturi. Ele afirma que teu dever é lutar pelo direito, mas no dia que encontrares o direito em conflito com a justiça, lute pela justiça. Isso é o que procuro transmitir, a luta pela justiça justifica toda minha vida pública. Não basta que o país seja mais rico, mas que a população viva melhor.”

Teria sido um grande Presidente.

Janeiro 15, 2008

Ainda a qualidade dos terminais de ônibus e metrô.

Arquivado em: Trânsito São Paulo — DR Tanajura @ 11:40 pm

Como disse anteriormente, dificilmente aqueles que gostam de ir ao trabalho de carro mudarão para o transporte coletivo.

Muitos já não aguentam mais dirigir no congestionamento (dá para dirigir no congestionamento?) e algumas melhorias nos terminais seria a oportunidade para uma mudança.

Os Governantes, Município da cidade de São Paulo e Estado de São Paulo, poderiam trabalhar para dar um novo aspecto aos terminais.

Sugestão: criar um sistema de adoção de terminais por empresas da cidade de São Paulo.  Imagine uma empresa de porte assumindo o terminal de Santana (entradas do Metrô e pontos de Ônibus):

  • Auxiliaria no pagamento de Guardas Municipais para cuidar da segurança em conjunto com guardas do Metrô;
  • Colocaria inúmeros vasos de flores para dar mais vida ao local;
  • Bancos confortáveis para idosos esperarem a condução;
  • Limpeza esmerada;
  • Locação de Sanitários removíveis com auto-limpeza após uso.
  • Pequeno auditório com alguns bancos para apresentação de artistas e pequenos grupos de estudantes candidatos a atores;
  • Quiosques com informações turisticas, com estagiários da área;
  • Cursos gratuítos de artesanato;
  • Pequena área com brinquedos para as crianças.

O que ganhariam com isso? Propaganda gratuíta nos ônibus com parada no terminal. Seus logos nos vasos e lixeiras. Dedução na tributação devida.

E daria para fazer muito mais . A cidade ficaria mais colorida.

Janeiro 10, 2008

Muitos poderiam usar Ônibus ou Metrô?

Arquivado em: Trânsito São Paulo — DR Tanajura @ 10:59 pm

Não vou considerar a saturação de algumas linhas do Metrô e ônibus que circulam nos horários de pico superlotados. Lembro que uma vez peguei um trem em Santo André para ir para a Luz em São Paulo e a superlotação era tal que logo depois que entrei no trem já não encostava os pés no chão. Duas estações depois me desceram e saí do trem obrigado, quando coloquei os pés no chão já estava na plataforma da estação.

Os ônibus da cidade deveriam ter obrigatoriamente ar-condicionado, ponto final.

Tudo bem, ônibus e metrô com ar-condicionado e possível de ser utilizado em qualquer horário. As pessoas deixarão seus carros em casa para ir ao trabalho via metrô ou ônibus? Não.

Explico, com perguntas:

  • As estações do Metrô são policiadas como deveriam?
  • Os pontos de ônibus permitem esperar o ônibus com conforto?
  • Todos poderiam caminhar com segurança até suas casas na ida e na volta?
  • Todos poderiam caminhar com segurança para o local do trabalho, desde o ponto de ônibus?

Não é fácil, mas é possível.

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